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Conta pra mim (por onde a criatividade escapa)

Conta pra mim? (por onde a criatividade escapa) é uma atividade literária criativa desenvolvida a partir da contação do texto infantil A Lenda do Rio Bernunça, onde os participantes-criadores reescrevem e desenham a história, e ao final compartilham suas criações através da leitura.

Um ator contador de histórias, antes de iniciar, faz um trato com o público participante, cuja missão será recriar a história à maneira de cada um, utilizando a escrita e/ou a ilustração.

Ao final da contação, o ator-contador conduz os participantes-criadores para reconstrução dessa mesma história em três momentos:

1°- reescrita da história com as palavras dos próprios ouvintes;

2°- criação de ilustrações para a história e;

3º - seleção de pelo menos dez crianças para lerem suas histórias diante dos demais participantes.

 

O objetivo é montar em conjunto um pequeno livro, escrito e ilustrado por eles mesmos, onde poderão renomear da história e assinar como autores.

As atividades nessa categoria, geralmente se limitam a colocar o espectador no lugar apenas de ouvinte, com algumas poucas interações, dividindo claramente quem conta e quem escuta. Aqui a proposta é integrar os dois lados, tornando os ouvintes também construtores e protagonistas da criação da história. Por isso os chamamos aqui de participantes-criadores. O objetivo é estimular a imaginação e a criatividade através da escuta, da participação corporal, da contação, da escrita e ilustração de uma história. Fazer o ouvinte colaborar na atividade, utilizando de forma mais variada a sua participação. Observar por onde a criatividade de cada um escapa melhor, se é pela fala, pela escrita ou pelas ilustrações e enfatizar isso. A participação efetiva na atividade estimula o sentimento de capacidade, utilidade e valorização.

INFORMAÇÕES:

Público-alvo

Crianças de 07 a 10 anos.

 

Quantidade de participantes por sessão

Para uma melhor realização da atividade e alcance dos objetivos, o número mínimo é de 10 participantes e o máximo de 40.

 

Infra-estrutura necessária e material utilizado

- Sala-auditório com capacidade para até 40 ou 80 participantes;

- Espaço para contação;

- Microfone headset ou de lapela;

- Caixa de som;

- Mesas para escrever e desenhar.

- Canetas;

- Lápis de cor;

- Lápis de cera.

PS: Os livretos para a criação dos participantes são pré-formatados e fornecidos pela equipe da oficina.

Há a possibilidade de inserção de chancela de logos do evento ou entidade, caso haja interesse do contratante.

 

Ministrante

 

O ministrante Samuel Paes de Luna é ator e diretor da Cia Artística Cobaia Cênica, autor do livro A Lenda do Rio Bernunça, utilizado na atividade.

SOBRE O CONTO

A Lenda do Rio Bernunça é um conto infantil inspirado em figuras do folclore de Santa Catarina, em elementos da cultura afro-brasileira, em aspectos geográficos, históricos e em personagens típicos da região do Alto Vale catarinense. Conta a história de um rio enfeitiçado por bruxas que se vêem impedidas de realizar seus rituais de rejuvenescimento, devido à sujeira que toma conta daquelas águas. O feitiço gera um desequilíbrio enorme àquela região, o que provoca uma grande confusão e tragédia, afetando as pessoas, os bichos e os seres mitológicos que vivem ali.

A história tem como personagem principal o rio, que é algo muito presente na vida dos moradores do Alto Vale catarinense em geral, tanto pela sua localização geográfica e paisagens, quanto pelos seus problemas com as grandes enchentes. A Lenda do Rio Bernunça propõe que olhemos para o rio de forma mais cuidadosa e que não esqueçamos de sua importância e necessidade de preservação. Além disso, promove um resgate de aspectos da cultura brasileira e catarinense, experimentado uma difusão entre eles de maneira ousada, curiosa e divertida.

O conto produz uma abordagem dramática, fantástica e surpreendente sobre senso de coletividade, meio ambiente e diversidade cultural. Constrói uma releitura de algumas manifestações do folclore de Santa Catarina, onde utiliza as figuras da Bernunça, personagem oriundo do Boi-de-Mamão, e das Bruxas criadas pelo folclorista e antropólogo catarinense Franklin Cascaes. A cultura afro-brasileira se apresenta através da personagem Oxum, divindade da cultura africana, rainha das águas doces e dona de toda a prata e ouro da natureza. Os Xoklengs, considerados os primeiros moradores da região do Alto Vale catarinense, são os personagens que representam a parte indígena dessa história. Desta forma, cria um diálogo entre as culturas européias, indígenas e africanas, inaugurando a partir daí uma nova lenda: A Lenda do Rio Bernunça.

Além desse resgate, a história busca rever, de forma lúdica, modelos sociais já bem gastos, dando protagonismo às figuras geralmente ignoradas, vistas de forma negativa, desigual ou colocadas em posições desfavorecidas como a mulher e a cultura afro-brasileira, sobretudo em uma região de costumes fortemente machistas e de predominância cultural branca.

Este trabalho procura, sutilmente, já instigar nas crianças essa visão de um mundo mais diverso, onde todas as culturas podem conviver sem preconceitos, num modelo social mais aberto às diferenças, onde unidos poderão construir uma sociedade melhor e solucionar os problemas do coletivo.

O projeto se alinha à Meta 47 do Plano Nacional de Cultura, que trata à da necessidade de se desenvolver produções culturais especificamente para crianças e jovens, no sentido de promover o seu acesso e fruição à cultura em sua diversidade, ao intercâmbio cultural, dentre outras ações.

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